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PLATÔS NO EMAGRECIMENTO: COMO VOLTAR A PROGREDIR SEM RESTRINGIR AINDA MAIS

  • Foto do escritor: Aline Pasqualetto
    Aline Pasqualetto
  • 27 de jul.
  • 6 min de leitura

ALINE your HEALTH explica sobre platôs no emagrecimento

Resumo:

  • Por que comer menos nem sempre é a solução para um platô de emagrecimento;

  • Como verificar se o progresso realmente parou;

  • O que avaliar antes de modificar o seu plano;

  • Como ajustes pequenos e estratégicos podem ajudar você a voltar a progredir;

  • Como elaboro programas de emagrecimento para reduzir o risco de platôs prolongados;

  • Por que o acompanhamento regular é importante tanto para o emagrecimento quanto para a manutenção do peso.

Ao longo desta série de conteúdos — Parte 1, Parte 2 e Parte 3 —, expliquei por que o emagrecimento pode desacelerar mesmo quando você aparentemente continua seguindo o mesmo plano.

Vimos como o corpo se adapta à medida que o peso muda, porque as necessidades energéticas podem diminuir gradualmente, e como fatores como movimentação diária, sono, estresse, medicamentos e condições de saúde podem influenciar os resultados.

Agora, chegou o momento de conversar sobre como seguir em frente e romper esse ciclo.

Mas preciso ser sincera.

Muitos dos platôs prolongados mencionados ao longo desta série são situações que observo com frequência em pessoas que seguiram dietas restritivas ou dietas da moda sem acompanhamento contínuo.

A dieta pode funcionar no início, mas, muitas vezes, continua sendo repetida exatamente da mesma maneira por tempo demais, sem considerar que o corpo, a rotina e o estado de saúde podem estar mudando.

É justamente isso que procuro evitar desde o início com meus pacientes.

O emagrecimento nunca acontece de forma perfeitamente linear, e oscilações normais podem ocorrer. No entanto, o plano precisa ser acompanhado de perto e ajustado durante todo o processo, em vez de ser criado uma única vez e permanecer inalterado até que os resultados parem.

Começo buscando compreender a rotina da pessoa, suas preferências alimentares, os alimentos de que não gosta e suas experiências anteriores com dietas. Também avaliamos sua saúde de forma mais ampla, incluindo condições clínicas e medicamentos que possam influenciar o apetite, a energia, os sintomas ou o controle do peso.

Depois vem a parte de que mais gosto: a investigação e o planejamento.

Dependendo da pessoa, posso utilizar variações planejadas na ingestão calórica, em vez de mantê-la em restrição contínua. Em alguns casos, isso pode seguir uma estrutura 4:3, coordenada com os exercícios, as escolhas alimentares e, quando apropriado, suplementos cuidadosamente selecionados.

Não existe mágica nesse processo.

O objetivo é simplesmente reconhecer que o corpo muda ao longo do emagrecimento e que, por isso, a estratégia também pode precisar mudar.

As consultas de acompanhamento permitem que esses ajustes sejam feitos antes que a pessoa sinta que ficou completamente estagnada. O mesmo princípio também é útil durante a transição para a fase de manutenção.

MAS O QUE FAZER QUANDO VOCÉ JÁ CHEGOU A UM PLATÔ DE EMAGRECIMENTO?

Não reduza a alimentação imediatamente.

Entendo por que o seu primeiro impulso pode ser abandonar completamente o plano ou diminuir ainda mais a quantidade de comida.

No entanto, nenhuma dessas reações provavelmente resolverá o problema.

Na verdade, caso você já esteja comendo muito pouco, reduzir ainda mais a alimentação pode aumentar o cansaço, a fome e a frustração. Isso pode tornar o plano mais difícil de manter e elevar o risco de perda de massa muscular, em vez de produzir o tipo de resultado que você realmente deseja.

Portanto, antes de mudar qualquer coisa, a primeira pergunta não deve ser:

“Quanto menos eu posso comer?”

A pergunta mais útil é:

“O que mudou e do que o meu corpo precisa neste momento?”

PRIMEIRO, CONFIRMA SE REALMENTE EXISTE UM PLATÔ.


Aline Pasqualetto, explica platô no emagrecimento

O peso não diminui em uma linha perfeitamente reta.

Retenção de líquidos, funcionamento intestinal, alterações no ciclo menstrual, consumo de carboidratos e oscilações normais do dia a dia podem afetar temporariamente o número exibido na balança.

Passar alguns dias sem ver um número menor não significa necessariamente que a perda de gordura parou.

Observe a tendência de forma mais ampla.

Seu peso permaneceu igual durante várias semanas? Suas medidas mudaram? As roupas estão vestindo de outra forma? Sua força aumentou? Você conseguiu seguir o plano com consistência?

Quando não há nenhum progresso significativo ao longo do tempo, mesmo com uma adesão razoável ao plano, pode ser o momento de reavaliar a estratégia.

AVALIE O QUE MUDOU

O plano que funcionou no início pode não produzir mais os mesmos resultados.

À medida que você emagrece, o corpo geralmente passa a precisar de menos energia. Isso significa que a ingestão calórica que antes gerava um déficit pode, gradualmente, se aproximar das suas necessidades de manutenção.

No entanto, as calorias não são o único aspecto que deve ser analisado.

Sua rotina pode ter mudado. Talvez você esteja se movimentando menos sem perceber, consumindo porções um pouco maiores, beliscando com mais frequência ou encontrando mais dificuldades para manter a rotina alimentar nos fins de semana.

O próprio plano também pode ter se tornado excessivamente restritivo, repetitivo ou distante da sua realidade.

Essa avaliação não deve ser usada para procurar erros ou culpar você.

O objetivo é identificar o que pode ter deixado de funcionar da maneira esperada.

Faça o menor ajuste necessário.

Quando o progresso para, mudar tudo de uma vez raramente é a melhor escolha.

Você pode acabar seguindo um plano muito mais rigoroso sem saber qual mudança era realmente necessária.

Em alguns casos, um pequeno ajuste nas porções ou na estrutura das refeições pode ser suficiente.

Em outros, a prioridade pode ser aumentar o consumo de proteínas, preservar a massa muscular, recuperar o nível de movimentação diária ou incluir exercícios de força.

O plano também pode precisar se tornar mais flexível. Uma estratégia que seja mais fácil de seguir com consistência pode funcionar melhor do que um plano aparentemente perfeito no papel, mas impossível de manter na vida real.

O objetivo não é criar o maior déficit calórico possível.

O objetivo é realizar o menor ajuste eficaz, preservando a energia, a qualidade nutricional, a massa muscular e a rotina diária.

EVITE DEPENDER DA MESMA ESTRATÉGIA POR TEMPO INDETERMINADO.

Um dos motivos pelos quais os platôs acontecem é a repetição da mesma intervenção por tempo demais.

O corpo se adapta. Sua rotina muda. Suas necessidades energéticas mudam. Seu apetite e seu nível de atividade também podem mudar.

Isso não significa que você precise “confundir o metabolismo” constantemente ou seguir uma nova dieta da moda a cada semana.

Significa apenas que o plano deve ser reavaliado, em vez de ser seguido de forma automática.

Dependendo da pessoa, podem ser considerados períodos planejados mais próximos das calorias de manutenção, mudanças na estrutura das refeições, ajustes relacionados aos exercícios ou até mesmo uma velocidade diferente de emagrecimento.

A mudança adequada é aquela que corresponde ao que está acontecendo agora — e não ao que acontecia quando você começou.

Preserve a massa muscular e respeite a recuperação.

Superar um platô de emagrecimento não deve acontecer às custas da sua força ou do seu bem-estar.

O consumo adequado de proteínas e a prática de exercícios de força podem ajudar a preservar a massa muscular durante o emagrecimento.

Isso é importante para a força, a saúde metabólica, a mobilidade e a manutenção do peso no longo prazo.

O sono e a recuperação também merecem atenção.

Dormir mal e conviver com estresse constante não anulam o equilíbrio energético, mas podem influenciar a fome, as escolhas alimentares, a motivação, o nível de atividade e a capacidade de seguir um plano de forma consistente.

Às vezes, a resposta não é aumentar a restrição.

Às vezes, é criar uma estratégia que o seu corpo e a sua vida consigam sustentar de maneira realista.

COMO SEGUIR EM FRENTE APÓS UM PLATÔ DE EMAGRECIMENTO

Um platô não é uma prova de que você fracassou.

Ele é uma informação.

Pode indicar que a ingestão calórica precisa de um pequeno ajuste. Pode significar que a atividade física, o consumo de proteínas, o treinamento, a recuperação ou a consistência precisam de mais atenção.

Também pode mostrar que o plano se tornou restritivo demais ou deixou de se encaixar na sua rotina.

A pergunta mais útil não é:

“Quanto mais eu consigo me esforçar?”

A pergunta correta é:

“O que está limitando o meu progresso neste momento e qual é a mudança mais adequada?”

Porque seguir em frente depois de um platô de emagrecimento raramente depende de se esforçar ainda mais.

Depende de adaptar o plano de forma mais inteligente.

 
 
 

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